martes, 18 de mayo de 2010

Olhe pela Janela.

Assistir ao filme Cela 211 e depois descobrir que o filme não é obra completa da imaginação do roteirista e das mãos do diretor da película é simplesmente incrível.
Incrível, no sentido cru da palavra, ou seja, algo impossível de se crer.
Nesse ponto me rendo ao clichê, a vida superou a arte.
Superou e superará, porque os homens são dotados do instinto de sobreviver.
Tal como Juan Oliver ao descobrir em meio ao desastre que não pode mais ser quem é e admite Calzones como sua identidade, primeiro falsa depois real;
Semelhante a Malamadre que insiste nos seus sentidos ao crer e descrer no misterioso preso, vendo a paixão e o ódio o transformarem em um dos seus;
Como Releches, que dono de uma vida miserável é leal ao que o mantém miseravelmente vivo e esperançoso;
Em traçado igual a Utrilla, servo de sua falsa coragem escondida em seus poder minúsculo;
Possuidor de boas intenções porém refém da realidade cruel e sistêmica tal Armando
e
apaixonado como Elena.
Sim, pensando melhor, é bem crível a história. Olhe pela Janela.

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