Celda 211 é um filme impactante do começo ao fim, possui um enredo interessante baseado em fatos reais, embora não o assistisse espontaneamente, mas, me fez pensar sobre alguns valores que acreditava serem imutáveis.
O personagem Juan Oliver demonstra ser uma pessoa muito responsável e profissionalmente comprometida, e que possui valores até então aparentemente estruturados (basta analisarmos a cena que mostra o convívio com a esposa e o preparo para ir ao seu serviço no dia anterior ao qual deveria se apresentar). Sua vida toma um rumo totalmente diferente a partir deste excesso de responsabilidade e perfeccionismo, ao se ver envolvido em uma rebelião. Por medida de sobrevivência, torna-se um participante ativo durante o motim e demonstra sua inteligência ao conquistar a confiança do líder Malamadre fingindo ser um detento. Porém ao se sentir traído pelo sistema que acreditava e ao qual fazia parte toma atitudes que jamais sonhou e rompe com valores até então enraizados.
Como toda a trama ocorre em uma penitenciária espanhola, regida pelo sistema rigoroso de segurança máxima chamado de FIES (sigla de Ficheiros Internos de Especial Seguimiento) no qual os internos são divididos e isolados por categorias. Seu principal objetivo é isolar os prisioneiros da sociedade, e não a promoção da sua recuperação.
Quando tomam como reféns os prisioneiros do ETA mudam o curso da estória devido a força política deste grupo terrorista. Durante a trama observamos o quanto o sistema é corrupto e que opta em desamparar seu companheiro de trabalho em prol de priorizar as vidas dos terroristas. Acuado e movido pela fúria Juan experimenta algo assustador a qual remodela sua conduta e muda completamente suas atitudes e o desfecho da sua vida.
martes, 18 de mayo de 2010
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