martes, 19 de octubre de 2010

O Labirinto do Fauno

O filme dirigido por Guillermo del Toro e que tem uma atmosfera sombria como se fosse mesmo uma fábula num livro antigo mistura realidade e fantasia. Como elemento concreto tem o cenário do filme: A Guerra Civil Espanhola. A ficção é trazida pela personagem central: Ofélia – uma menina dividida entre a realidade que lhe foi imposta em conseqüência dos horrores da guerra e os contos de fábula que a levam a crer que não era deste mundo, mas sim uma princesa de um mundo subterrâneo que deveria cumprir tarefas a fim de retornar ao seu reino.

Logo no início o filme revela um pouco da violência imposta ao povo quando o capitão Vidal (comandante do acampamento militar) mata brutalmente pai e filho, ambos adultos, que haviam saído para caçar coelhos deixando mulheres e crianças famintas e doentes em casa.

A Guerra Civil na Espanha (1936-1939) é descrita como “o acontecimento mais traumático que aconteceu antes da 2ª guerra mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX”, isto porque ela deixou de ser um conflito local para tornar-se palco internacional para imposições ideológicas e teste de novas armas e técnicas militares.

Indiferente às revoluções europeias ocorridas no fim século XIX, a Espanha chega ao século XX orientada por um regime monárquico. Embora o conflito originado na crise econômica espanhola (1929 / 1936) – como resultado da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929 – tenha derrubado a monarquia que foi substituida em 1931 por uma República socialista, as reformas que esta promove deixa insatisfeitos vários grupos e nesse período eclodem pelo país revoltas e manifestações, era o início da guerra civil.

O golpe militar do General Francisco Franco (Falangistas, Direita pró-monarquia), em julho de 1936, não foi o primeiro, mas foi decisivo pois este conseguiu o apoio militar da Itália fascista de Mussolini e da Alemanha nazista de Hitler, já a União Soviética de Stalin formando as brigadas internacionais de voluntários e com armas se solidarizou-se com a Frente Popular de Esquerda (grupo republicano) e em pouco tempo o país estava dividido e assolado.

Ao contrario do fim mostrado pelo filme os republicanos são derrotados, após a destruição de várias cidades e de muita matança em 1939 o presidente Manuel Azaña renuncia e Franco assume com um regime autoritário e só deixa o cargo em 1975 (após sua morte). Os relatos são divergentes mais se defende que a batalha matou mais de um milhão de pessoas considerando tanto combatentes como os que morreram de fome, doenças e violências da guerra. A Espanha levou quase trinta anos para começar a se refazer economicamente.

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