A leitura de O labirinto do fauno nos leva a perceber como a pequena Ofélia, personagem principal do filme, utiliza a ilusão como mecanismo de defesa para suportar os horrores de uma guerra na qual estava inserida, uma vez que convivia entre militares e camponeses em uma Espanha tradicionalista, governada pelo Exército, pela Igreja católica, pelos latifundiários e afundada em uma crise econômica que levou a revolta de camponeses que eram submetidos a condições feudais e a tribunais de santa inquisição, pois não havia separação entre Igreja e Estado.
A guerra civil espanhola teve como fundamento ideológico a separação da Igreja e Estado, o pluralismo político e partidário, a liberdade de expressão e de organização sindical. De um lado a direita espanhola que queria manter uma Espanha tradicional, autoritária e católica e obteve o apoio nazista de Hitler e fascista de Mussolini, que tinham interesses de dominação da Europa. E do outro lado a esquerda, representada pela Frente Popular Republicana que era apoiada pelos sindicatos, pelos partidos de esquerda, pelos democratas e socialistas.
A guerra durou três anos e teve expressiva militância feminina, fato que é sutilmente apresentado no filme, pela personagem Mercedes. Contudo, apenas com o apoio da União Soviética, os republicanos foram massacrados e a ditadura fascista se instalou na Espanha e permaneceu por trinta e seis anos.
lunes, 18 de octubre de 2010
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