A guerra civil salvadorenha era formada de um lado pelo exército nacional assessorado e instruído pelos Estados Unidos da América e do outro lado os camponeses transformados em guerrilheiros imbuídos de ideologia marxista, apoiados pela antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas através de Cuba.
Oscar Orlando Torres mostra o conflito infantil cujo próprio autor é um dos sobreviventes deste conflito. O autor mostra cenas chocantes de uma guerra, que sustenta a míseria, o medo e a delicadeza da bondade infantil na figura do pequeno Chava onde seu personagem constrói fortes laços afetivos, o que possibilita preservar a esperança até nos momentos do mais puro desespero.
No decorrer do filme são exibidas cenas que mostram com clareza como a guerra e a miséria podem destruir vidas e famílias, pois as crianças eram arrancadas de dentro das escolas muitos nem continha o choro eram encaminhados diretamente para os campos de treinamento, a fim de lutarem na batalha do governo contra os rebeldes do exército FMLN (Frente Farabundo Marti de Libertação). A grande maioria com menos de 12 anos, já tinham que aprender desde cedo, a levar as armas em punho, exercendo o poder em relação aqueles que morriam por suas balas.
As crianças transformava-se em pequenos soldados, ou seja pequenos adultos. A guerrilha também composta por grande maioria de camponeses, era um pólo de atração para crianças que se identificavam com as causas de seus familiares.
A guerra civil que durou doze anos recrutava as crianças no povoado de Cuscatanzingo onde eram obrigadas a pegar em armas, matar os próprios colegas de folguedos e classe.
Farabundo Marti foi um compatriota que em 1932 se levantou contra as oligarquias agrárias e no confronto civil foi tomado como patrono dando nome a frente revolucionária.
O filme é bastante intuitivo pois mostra uma realidade vivida por Chava e de tantas outras crianças que são obrigadas a crescer, até matar, por motivos exteriores, pois elas próprias têm dificuldades de se manter na sua ingenuidade diante de tanta brutalidade.
Vozes Inocentes relata a história de sobreviventes que a cada dia precisam batalhar contra a pobreza e a violência, mas que são capazes de enxergar um futuro melhor.
Vamos nos unir e dizer não a “FOME, POBREZA E VIOLÊNCIA”.
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