domingo, 6 de junio de 2010

El leon e la vita real.


O fantástico conto de Rubem Alves, que metaforicamente nos reporta a selvageria corriqueira da caça, onde o predador impõe a sua força para dominar e aniquilar o caçado é um texto de absoluta sabedoria e que obviamente não se restringe ao mundo animal, e nem poderia. O autor que se intitula um psicanalista, embora heterodoxo, brincou com as palavras para atingir o subconsciente do seu leitor e acertou em cheio.

Vejamos porque:

O leão mata assistindo não só pelo extinto do imponente rei das selvas, mas, pela estratégia tácita de arrebatar o outro pela surpresa e a partir daí impôr a sua magnitude de caçador, não deixando espaço para o amedrontado animal, que rendido ao reflexo do seu próprio medo, não tem nenhuma força para lutar; É um hipnotizador nato e utiliza muito bem essa habilidade para dominar.

A imposição desse olhar foi exatamente o que mais se destacou no texto para mim, associado a gravidade do que ele evidencia: as consequências de não saber olhar para fora.

Paralelamente a criatura vencida pelo olhar do leão, encontra-se a toupeira que não tem medo das adversidades, justamente por ser totalmente incapaz de ver os acontecimentos ou perigo contíguo, apenas agi de acordo com a sua visão interior, seguindo o seu coração.

E quantas vezes na vida já não nos deparamos com "leões"? e simplesmente esquecemos que podemos ser "toupeiras ? Acreditarmos na nossa força interior para vencer as adversidades? Deixamos verdadeiramente de acreditar no nosso potencial e seguir em frente? Acredito que quase todos já passamos por situação semelhante. O diferencial é forma como se vê e isso não vale só para contos ou parábolas de auto-ajuda, vale para a vida real.

Sintetizo meu comentário, ainda citando Rubem Alves, educador e literata, que acredita que "no mais profundo inconsciente mora a beleza" e associando ao vídeo da banda espanhola Jarabe de Palo, com o refrão ¿De qué depende? de según como se mire, todo depende.

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