Mais do que grandes cenas de violência explícita, o longa-metragem não só aborda os conflitos, coragem e antagonismos dos detentos, como destaca as diferentes vértices da imposição do poder. Malamadre o líder dos encarcerados, praticamente um mito, pela força que impõe e pelo desejo de “justiça” aos seus comandados, logicamente pela manutenção interna do seu lugar; o sistema e as suas manipulações políticas, típicas dos que são capazes de tudo para manter cargos e abafar escândalos que ameace "as suas cabeças”. Destaques para o chefe da instituição, um homem absolutamente inescrupuloso, o índio colombiano (que dispensa comentários) e o apático negociador enviado pelo governo.
No meio dessa confusão, surge o Juan, um herói às avessas, que virou refém não só da rebelião e da dupla identidade, mas, das suas próprias verdades...o misto de medo, astúcia, questionamento de condutas, admiração pelo delinqüente Malamadre e como foi sucumbido pela incredibilidade humana, ao ver a própria esposa ser espancada e morta pelo representante do sistema em que acreditava, o que desencadeou a sua sede de vingança. Fiquei ser ar ao perceber que no fundo estava torcendo pelos “bandidos” e indignada com a postura antiética dos negociadores.
Após o longa, saí reflexiva e me questionando que na vida real (e sem exageros), vivemos numa grande rebelião, lutando por concepções individuais, mesmo querendo acreditar no contrário... matamos um leão todo dia para sobrevivermos ao nosso cárcere e nos matamos um pouquinho, quando nos frustramos ou nos revoltamos pelo que não podemos ou não conseguimos. Guardadas as devidas proporções, no fundo, somos meio Malamadres, meio Juans e infelizmente, às vezes Elenas.
martes, 11 de mayo de 2010
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