viernes, 14 de mayo de 2010

CELDA 211

CELDA 211

Trata-se de um filme dirigido pelo cineasta espanhol Daniel Monzon, baseado no romance homônimo do jornalista e escritor espanhol Francisco Peres Gandul. O filme retrata um fato real ocorrido na Espanha, transformado em literatura pelo citado jornalista. A história inicia quando um policial, Juan Oliver, interpretado pelo ator Alberto Ammann, estava na hora e no lugar errados.
Juan Oliver,no primeiro dia de trabalho em uma penitenciária espanhola,quando estava sendo apresentado aos colegas, sofre um acidente e é levado para a cela 211- daí o título do filme-. Para seu azar, nesse mesmo instante ocorre uma rebelião e os colegas o abandonam à própria sorte. Para sobreviver o policial, finge-se de prisioneiro e a partir desse momento, ele passa por todas as vicissitudes, tendo que mentir e até matar um ex-companheiro da corporação.
Cela 211 é o resumo do que ocorre na maioria dos sistemas carcerários. O que lá ocorreu é o que ocorre cotidianamente nas prisões brasileiras e trazendo o problema para mais perto, é a realidade que também conhecemos dos cárceres baianos. O banditismo, a corrupção policial, a hierarquia prisional, a falta de respeito aos direitos humanos, além do conhecido “Código de Ética dos Bandidos”. Os presos são liderados pelo marginal Malamadre, muito bem interpretado pelo ator Luis Tosar – Ganhador do Prêmio Goia*,como melhor ator-
Os amotinados, entre outras reivindicações exigiam o fim do FIES -Ficheiros Internos de Especial Seguimento).O FIES é um sistema utilizado nos cárceres espanhóis, com a finalidade de exercer total controle dos presos,para obter informações , de forma ante-ética, inclusive cerceando as liberdades individuais, como controle de correspondências e outras

CONSIDERAÇÃO PESSOAL

Espontaneamente jamais assistiria a um filme cujo tema fosse violência/suspense e normalmente evito assisti-los: primeiro por entender que não traz nenhum tipo de contribuição ao crescimento humano e segundo, por questão de saúde, entretanto, alguns aspectos do filme causaram-me boa impressão. O desempenho dos atores foi excelente e acredito ter convencido até os mais incrédulos. A impressão que passou é que se tratava de algo real, tanto que os atores Luis Tosar e
Alberto Ammann foram premiados, respectivamente com o Goia de Melhor ator e Melhor Revelação Masculina.
Outro aspecto positivo é a constatação da existência de um rígido código de ética existente entre bandidos. O filme deixa essa questão bem clara; enquanto os policiais, colegas de Juan Oliver, procuram salvar a própria pele e entregam-no aos prisioneiros. Estes, - em especial, Malamadre-apesar de saberem que se tratava de um policial, aceitaram-no como se fora parte integrante do grupo e no final da rebelião, sacrificam-se, pelo homem que eles já consideravam como “companheiros”. Essa, para mim foi uma grande lição de solidariedade e ética.

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