O filme que foi um dos melhores dos vistos em sala tem sua história revelada quando Espósito, funcionário aposentado do Tribunal, resolve escrever um romance sobre um crime que marcou a sua vida: o caso Liliana Coloto.
Apreciar as descobertas de Espósito e seu amigo e colega de trabalho Sandoval para desvendar o crime torna o filme empolgante a medida que os segredos se revelam. Observar que nosso personagem principal por um instante se espelha em seus próprios sentimentos para concluir a forte paixão que Gomez nutria por Liliana ao folhear fotos da infância destes.
A medida que o filme se desenvolve percebemos estas duas historias de paixão com suas semelhanças e diferenças: Espósito e Irene (Juíza e sua chefe); Gomez (o criminoso) e Liliana (sua vitima). Parecidos pois nos dois casos existe o amor não revelado e visto como impossível diante da posição da mulher amada, mas distintos porque enquanto no segundo caso a paixão era doentia e unilateral no primeiro havia correspondencia, embora Espósito não ousasse se declarar.
O final do filme é revelador e surpreendente. É impossível deixar de notar todas as vidas que ficaram paralisadas, ou foram perdidas, a partir daquele crime. A vida mais lesada de todas é a do Sr. Morales (marido da vitima) pois a pena que ele, pessoalmente, impôs a Gomez imputou a sí mesmo (sua vida não seguiu, não tem alegrias ou prazer em viver).
Dentre os sentimentos mais corrosivos os piores que alguém pode nutrir são magoa e amargura e acredite quem mais sofre com isso não é quem os provocou ou mesmo os atacados pelos amargurados, mas sim aqueles que persistem em alimentar estes sentimentos que mata aos poucos e até causa doenças.
viernes, 10 de diciembre de 2010
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