Achei o filme interessante sob a direção de Juan José Campanella em relação ao protagonista Benjamin Espósito, que resolve escreve um romance sobre um acontecimento que mais marcou sua vida.
O autor Juan explora vários gêneros: romance, drama, comédia, suspense, fica também em jogo valores como justiça, amizade e a questão das classes sociais.
Na justiça está na questão que o assassino é posto em liberdade por desenvolver atividades de delator dos companheiros, o que fica claro a impunidade em relação ao crime. Morales fazendo prevalecer o que foi dito por Espósito, que Gómez deveria ter prisão perpetua e por achar que devia algo a Espósito, se isola em um lugar bem distante, cria uma cadeia, seqüestra o assassino e o coloca incomunicável com o resto do mundo.
Na questão da amizade surge na figura de Sandoval que apesar de ser um alcoólatra, mostra sua grande amizade por Espósito dando sua própria vida.
Em relação aos personagens:
Espósito era um homem que tinha uma grande paixão e que ao mesmo tempo não sabia como resolver, talvez se sentisse incapaz de se declarar para sua amada.
Irene por sua vez também nutria um amor por ele e tentou por várias vezes fazê-lo entender os seus sentimentos.
Morales foi um homem que teve sua felicidade interrompida e preferiu se isolar para o resto do mundo e fazendo o assassino de sua esposa o seu prisioneiro.
Sandoval era uma pessoa que demonstrava ter alguns problemas ou conjugais ou familiar, mas que tinha um grande objetivo, ajudar seu amigo a descobrir o assassino e nutria uma amizade sincera a Espósito.
Gómez era uma pessoa que demonstrava frieza, ódio, rancor talvez por querer desposar Liliana e não ter conseguido. Era um psicopata.
O psicopata nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou.
Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico, (para ele, claro!), embora tenha a noção de que os seus atos são anti-sociais.
Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem mentir.
- Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objetivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objetos que pode pôr e dispor conforme lhe convêm. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele.Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença. Para tal recorrem às esquemas, intrigas e claro, ao seu charme para se fingir amigo.
- Inteligência: O QI costuma ser acima da média. Há casos de psicopatas que conseguem passar por médicos, advogados, professores, etc, sem nunca terem frequentado uma universidade! São peritos no disfarce, excelentes auto-didatas e fazem-no na perfeição.
Não são pessoas afetuosas com o próximo e enquanto pais, não são do gênero de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos como “marionetas”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus.
Devido ao défice do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. Costuma fintar até o teste do poligrafo, porque o seu ritmo cardíaco não se altera quando profere mentiras e nem quando comete crimes.
Quando paramos para olhar algo, devemos nos despir de todo e qualquer preconceitos, devemos está abertos ao que iremos presenciar, pois é através do olhar que percebemos o imperceptível.
O olhar pertuba, angustia, instiga, prende a atenção, provoca reação e remete ao pensar. Foi isso que levou Irene a descobrir o assassino de Liliana Morales.
martes, 7 de diciembre de 2010
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