Já com um pouco de atraso, pois perdi a projeção do filme em aula e tive dificuldades em adquiri-lo... seguem os comentários:
A estória acontece nos idos de 1944, quando a Espanha pediu neutralidade na participação da segunda guerra mundial, em face da guerra civil daquele país. Historicamente uma guerra que se iniciou a partir de elementos ideológicos e militares no século XX, onde havia confrontos entre às forças fascistas e nacionalistas, e a Igreja Católica, Latifundiários e o Exército Espanhol.
O filme retrata os dois mundos de uma menina pré-adolescente (Ofélia), que não aceitava o novo casamento da mãe, em conflito característico desta idade. Dividida entre o real, o imaginário e o sonho dos seus contos de fadas. De um lado, o cenário de uma localidade em guerra (fome, domínio de recursos, condições precárias das minorias), um padrasto militar, autoritário, monopolizador e violento; uma mãe submissa, grávida e dependente financeira e psicologicamente daquele marido. Aliado a isso, uma serviçal informante dos “rebeldes” (Carmen)e um médico que prestava serviços aos manifestantes e por isso, foi morto. Do outro lado, o surreal, com fadas, labirintos e um fauno propondo um mundo de princesa, caso Ofélia cumprisse as tarefas mais sem nexo para a época.
O mundo da pobre Ofélia desabou, quando sua mãe morreu durante o parto e logo ela tentou fugir com Carmen e foi capturada e quase torturada pelo tal Capitão padastro. O seu sonho de um mundo de conto de fadas, só aconteceu quando (pasmem!) ela foi morta pelo padrasto no labirinto do fauno... Até hoje não consegui entender que fauno estranho e medonho era aquele, pelos motivos óbvios de que fugiu completamente da lenda mitológica romana – onde o fauno, uma divindade entre deuses e homens, com a sua figura sedutora é o guardião dos campos e das matas.
O filme embora siga um enredo interessante, deixou a desejar pelos atores que não convenceram e pelo desfecho que não empolgou.
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