lunes, 25 de octubre de 2010

O Labirinto do Fauno


Guillermo Del Toro baseia-se entre o real e a fantasia vivida através da pequena Ofélia.
O filme abre com uma pequena narração sobre uma princesa que abandonou seu reino subterrâneo para conhecer a realidade humana e as conseqüências de seu ato.
Como pano de fundo temos todo aquele conflito com sangue, tiros, bombas, sofrimento e medo, sob o alicerce do padrasto da pequena garota.
Ofélia vivida por Ivana Baqueiro é uma garota de uns 12 anos fascinada por livros de contos e fábulas que depois de perder o pai viaja junto com sua mãe Carmen (Ariadne Gil) para o campo, onde vai encontrar com seu padrasto, Vidal (Sergi Lopez) onde passa a morar em uma área rural em Navarra ao norte do país. Vidal é o capitão das forças fascistas do general Franco, que governa a Espanha em favor dos ricos e poderosos.
Ofélia vive mais em seu mundo de imaginação, e por acreditar em fadas ela se imagina ser uma princesa que para poder voltar a seu reino precisa realizar três tarefas antes que chegue a lua cheia.
No entanto Ofélia consegue realizar duas tarefas e ao tentar finalizar a terceira é morta pelo padrasto onde pode assim voltar a seu mundo espiritual e reencontrar sua mãe e seu pai.
A mãe de Ofélia uma mulher frágil que sofre muito com a gravidez e que vem a falecer ao dar a luz a um lindo menino.
Seu padrasto capitão Vidal tem uma única missão de exterminar com rebeldes contrários ao regime do ditador espanhol Francisco Franco. Mas consegue ser morto pelos guerrilheiros que lutam pela liberdade do seu povo.
O filme retrata a violência e os horrores da guerra espanhola onde o bem e o mal estavam encarnados num anjo chamado Ofélia e no Demônio disfarçado de Capitão.
A Guerra Civil Espanhola cuja origem deu-se através da crise econômica espanhola, entre 1929 e 1936, onde se impulsionou grande numero de greves e manifestações. Em 1931 a monarquia foi derrubada e proclamada à República, mas ao promover as reformas não conseguem sanar a economia, deixando descontentes vários setores da sociedade.
Um golpe militar apoiado pelas forças de direita provocou, em 1936, a divisão da Espanha em duas facções em luta. Durante três anos, as organizações republicanas e esquerdistas lutaram contra o avanço do exército rebelde, denominado nacional, que finalmente obteve o controle de todo o país. O conflito, de caráter marcadamente político e ideológico, foi acompanhado com enorme expectativa em todo o mundo, sobretudo na Europa e na América, onde a guerra civil espanhola era vista como prenúncio de um conflito internacional.
Com a Guerra Civil, durante os anos de 1937 e 1938, mais de 35.000 crianças foram levadas para a União Soviética e México. Outros países europeus também acolheram os refugiados, entre eles, França (22.000) e Bélgica (mais de 3.000). Muitas deles nunca mais voltaram para a Espanha, mas seus depoimentos nos permitem reconstruir hoje a parte da história de uma geração que sofreu os horrores da guerra e o desarraigo.
Ao longo do decorrer da história percebe-se que a menina criou aquele mundo como válvula de escape para seu sofrimento, pelo medo que sentia do padrasto, pelo sofrimento e preocupação que tinha pela mãe e seu irmão.

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