martes, 17 de agosto de 2010

Memorias de um pavo

O texto Memorias de um pavo, que tem como pano de fundo a história de uma ceia de pascoa entre amigos e encerra com o nosso autobiógrafo sendo devorado como prato principal após uma rápida comoção dos que testemunharam o relato das suas lembranças, expõe as vivências de um peru até seu destino como prato do dia.
A narrativa evidencia que a ave sempre ignorou a razão da sua própria existência quando este diz nos seus manuscritos que desconhece seus pais, origem e destino, assim, alheio a passado e futuro, se limita a viver o presente.
Na sequência ele se mostra muito resignado em aceitar o que lhe é oferecido e discorrendo sobre os seus costumes não vê mudança nos mesmos considerando-os repetitivos e monótonos, seu hábito é a contemplação dos campos, do sol, das estrelas, da pava.
Mas o fim de sua rotina de tranquilidade principia por uma inquietação e angustia que nem mesmo nosso condenado compreende. Chega o dia da caminhada para Madrid e com ela todos os seus transtornos e, como se não bastasse, ao chegar a cidade fica muitíssimo decepcionado, pois esperava sorte melhor do que a desfrutada na sua já longínqua aldeia.
Descreve sua peregrinação e sofrimento desde as sombrias ruas até chegar ao abatedouro e nos seus minutos derradeiros lembra com nostalgia sua realidade no pequeno povoado e admite que tinha uma vida maravilhosa e não sabia.

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