lunes, 16 de agosto de 2010

MEMÓRIAS DE UM PAVO

RESUMO-
CONTO- MEMÓRIAS DE UM PAVO- Gustavo Adolfo Bécquer
PROFESSOR- JERFÉSON.......

Trata-se de uma história contada na primeira pessoa. Inicialmente sobre a epopéia para fatiar um peru durante a páscoa; já que comer peru nesse período é uma tradição na Espanha. O conto tem início a partir do convite feito ao narrador por um amigo , para que almoçassem juntos na páscoa . Só que o narrador, o amigo e os outros presentes não tinham habilidade para fatiar a ave. O narrador resolveu assumir a responsabilidade. Só que quando cortou a ave, para surpresa de todos, encontrou como recheio, um rolo de papel. Depois da estupefação, resolveram ver o que dizia os papéis. O manuscrito tratava das impressões, notas soltas e pensamentos filosóficos de um peru, para ser utilizado na redação de suas memórias.
O peru inicia o relato, informando que ignora quem foram os seus pais, onde nasceu e qual a sua missão no mundo, portanto, não sabia de onde veio nem para onde iria e conclui que como não sabe como nasceu, procura tirar o melhor que a vida pode dar-lhe.
Ele considera a vida aceitável para um peru e todas as manhãs quando o galo começa a cantar, sonolentamente sai à procura de comida e explica como se processa a procura por alimentos. O peru, distraído pela caça de um inseto, nessa tarefa, passa o tempo entre o amanhecer e a tarde, depois, começa a pensar em uma inocente perua, senhora dos seus pensamentos.
Para ele, os dias são todos iguais, mas estava preocupado com o excesso de atividades mentais. Ele imaginava que o mundo só existia até as montanhas, não havendo nada, além do horizonte e decidiu ultrapassar as barreiras e ir até a corte, perguntando a si mesmo; como será a corte? Ele escreve as memórias no curral, antes do crepúsculo, ao recolher-se para dormir. Na manhã seguinte a esses pensamentos, resolveu partir para a corte. Na hora da partida, recorda os bons momentos vividos, chora, relembrando o local onde declarou o seu amor á perua e imagina se o pressentimento não significaria desventura.
Como houvera planejado, partiu para Madri e ao chegar, confirma a grande desilusão: pergunta-se: Madri é isto? É este o paraíso que sonhei em minha aldeia? “Que horrível desencanto”! As desventuras foram tantas que chegou a auto compadecer-se, chamando-se de peru errante, devido às grandes dificuldades e sofrimentos passados durante a viagem até chegar à cidade grande. Filosoficamente concluiu que a sensação é como se tivesse sobre a sua cabeça, permanentemente a espada de Dâmocles, não sabendo se estava dormindo e tudo não passava de um pesadelo. Depois de todas as desventuras e arrependimento por ter saído do local em que vivia com felicidade. Teve a certeza de que a sua morte já estava anunciada e no final ele descreve o sofrimento do sangramento que antecede a morte, concluindo que no final estaria no estômago de alguém. Depois de ler o relato, os convidados ficaram enternecidos com a história; os olhos ficaram marejados, mas por força da necessidade para manter o costume, comeram o cadáver.
Edelson de Assis

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