É um texto escrito por Rubem Alves, que tem como personagens um velho caçador e um ouvinte atento e curioso, retratanto uma narração em forma de diálogo.
O velho caçador chamado Antônio matou com sua velha espingarda, um leão da montanha e limpava cuidadosamente a pele do bicho, com seu facão, enquanto explicava para seu companheiro, do seu ponto de vista o porque da superioridade do leão, em relação as suas presas. Na sua visão de caçador o leão não é forte, mas os outros animais é que são fracos, o leão não precisa de suas garras e de seus dentes para subjugar e devorar suas vítimas, para o felino basta a força do seu olhar hipnotizador, os animais pequenos são dominados pelo medo, ficam impotentes, incapazes de se defender e através dos olhos do leão, eles se vêem mais fracos e indefesos, do que realmente são, paralizando-se de terror, não reagem ao ataque da fera e acabam sendo devorados.
Sabemos que não são só os felinos que têm o poder hipnotizar suas vítimas, as serpentes devoram as aves utilizando-se do mesmo ardil.
O velho Antônio fica atento ao amigo, cobrando-lhe atenção e fala da toupeira, que se defende do ataque do leão, ferindo-o, tirando-lhe sangue, a toupeira age assim porque não conhece a força do leão, e por ser cega escapa do olhar hipnotizador da fera, ela luta mesmo em desvantagem porque só enxerga com o coração, não importa se oponente é forte ou fraco, grande ou pequeno,
já que a toupeira enxerga a força interior dos seres vivos.
No início eu não percebi a profundidade da estória, só conseguia capatar a façanha do velho Antônio. Porém, após diversas leituras e releituras percebi que podemos fazer uma analogia com as vidas humanas. O leão representa a força, o poder, a vaidade, o orgulho, a prepotência. Já o medo, a submissão, a subserviência, a timidez, a impotência, são retratados pelos animaizinhos. Nos leões vemos pais, maridos, professores, chefes, governantes, autoridades venais, policiais truculentos, bandidos, religiosos que impõem suas regras, implantam o terror, cerceando a liberdade, a individualidade das pessoas. Os animais pequenos representam pessoas que sofrem pressões, maus tratos, humilhações, violências físicas e psicológicas, mas não tem força para sair do círculo vicioso, são incapazes de reagir e muitas vezes até de pedir ajuda.
Existem pessoas que são como as toupeiras (no bom sentido), que mesmo sem condições físicas, intelectuais, e ou sócio econômica, não se deixam intimidar, tem grande força interior, a auto estima elevada e lutam contra as opressões e injustiças, são pessoas diferentes, que enxergam com os olhos da alma e sentem com o coração, sendo Mahatama Gandhi e Martim Luther King, para mim os maiores exemplos.
lunes, 7 de junio de 2010
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A estrela da esperança deve brilhar sempre nas nossas vidas.
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