lunes, 17 de mayo de 2010

Minha opinião sobre Celda 211

Celda 211 conta a história de Juan Oliver, um agente presidiário que tem que se passar por um preso para sobreviver. Tem uma história criativa sobre a tênue fronteira entre “os mocinhos” e os “bandidos” em um presídio em rebelião. Ao primeiro olhar nos faz lembrar “Carandiru” quando aborda o sistema carcerário espanhol (superlotação, maus tratos aos presidiários, os diferentes tipos e relações em uma penitenciária), mas, ao apurar a visão vê-se que Celda 211 vai além do que foi proposto pelo filme de Hector Babenco.

Celda 211 é uma história de como uma situação-limite pode fazer com que uma pessoa se coloque no lugar de outra e mude, com isto, a sua visão da realidade. Um filme que mostra como somos mais próximos dos nossos opostos do que normalmente gostaríamos de admitir, especialmente quando somos colocados em situações-limite. Trata de valores como fidelidade, justiça, amizade, sem contar uma história que envolve o espectador desde o primeiro minuto e que vai se complicando cada vez mais.

Contribuiu para isto o seu roteiro envolvente que aproxima o espectador dos personagens e desmitifica estereótipos, o desempenho de atores afinados e que se entregaram aos seus personagens e a forma com que a história vai se desenvolvendo. Não foi a toa o sucesso obtido no Prêmio Goya deste ano, quando abocanhou oito das 16 indicações que recebeu. Celda 211 ficou com os principais prêmios do “Oscar espanhol”: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor ator, melhor edição, melhor ator revelação, melhor atriz e melhor som.

O roteiro foi adaptado do 1º romance de Francisco Perez Gandul, Celda 211, de 2003 de acordo com a referência abaixo:

Bibliografía

PÉREZ GANDUL, Francisco: Celda 211. Madrid: Lengua de Trapo, 2003. Colección: Nueva Biblioteca; nº 83.

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