Filme do cineasta espanhol Daniel Monzon, baseado em fatos reais de acordo com o livro escrito por Francisco Perez Gandul. É uma obra com cenas fortes, chocantes, de violência física e psícológica explicítas, que mexeu de forma negativa com meu estado emocional, me deixando deprimida, com certeza se eu tivesse outra opção não o assistiria.
A estória é dura, dramática, descreve um universo sombrio, deprimente de uma penitenciária espanhola, que se assemelha a maioria das penitenciárias existentes por esse mundo afora. Tem como ponto alto uma decisão infeliz de um funcionário novo que decide se apresentar ao local de serviço um dia antes do esperado, querendo se familiarizar com o trabalho, os colegas e o ambiente. É um filme com muitos personagens que transmite uma carga emocional muito forte e muitos figurantes, falarei dos que na minha opinião se destacaram na trama:
JUAN OLIVIER - jovem casado, honesto, trabalhador, responsável, vive em harmonia com sua jovem esposa Elena, na expectativa da chegado do primeiro filho. Ao trocar de emprego por uma vaga na penitenciári como policial, resolve se apresentar um dia antes do combinado, dá um grande azar de sofrer um acidente e é levado pelos colegas para cela 211, a fim de se recuperar.
Nesse ínterim explode uma rebelião no presídio, em decorrência do suicídio de um dos dententos, por falta de atendimento médico, na confusão os guardas fogem esbaforidos, deixando-o inconsciente na cela 211. Quando Juan Olivier desperta entende de imediato o que está acontecendo e tenta se passar por prisioneiro a fim de salvar a própria pele.
ELENA - esposa de Juan Olivier, jovem sonhadora, deseja melhorar de vida, ter conforto para a família, principalmente um futuro seguro para o bebê que está a caminho. Quando a rebelião atinge um nível insuportável, a imprensa divulga o que está ocorrendo no presídio, para conhecimento da população. Ela fica apavorada e temendo pela vida do marido vai até o local para saber noticias mas a situação sai do controle com os familiares dos presos a pressionar, querendo entrar de qualquer jeito; por causa da falta de tato dos dirigentes da penitenciária a repressão é autorizado, havendo muita pancadaria re Elena é uma das vítimas fatais.
MALAMADRE - líder forte, carismático,frio, controla os detentos com rígor, não admite vacilos, nem aceita ser contestado, mostrando sempre que ele é quem dá as ordens ali, não tem instrução, mas finge que tem. Apesar do seu aspecto duro , grosseiro, não se deixa influenciar por seus colegas quando tentam fazer fofocas.
Fiquei surpresa com sua atitude solidária mesmo sabendo que Juan Olivier não era um detento e sim um funcionário da prisão, não atendeu o pedido da direção para matar Juan e ainda tentou salvá-lo, arriscando sua própria vida, agindo com companheirismo e justiça.
UTRILLA - chefe de polícia perverso, desiquilibrado emocionalmente, corrupto, barganhava com os presidiários, covarde, se aproveitou da sua situação de superioridade para espancar os parentes indefesos dos prisioneiros, foi o responsável pela morte de Elena, por espancamento.
Foi morto dentro do presídio por Juan Olivier, num momento de desespero.
APACHE - invejoso, puxa saco, dedo duro, fazia jogo duplo, recebeu dos dirigentes do presídio um celular com as imagens do espacamento de Elena por Utrilla, mostrou aos revoltosos e para Juan Olivier foi o divisor de águas na sua vida de integridade, fazendo com que o mesmo se transformasse no assassino de Utrilla, Apache com a cobertura do alto escalão do presídio mata Juan, que se tornou um grande problema e tenta matar Malamadre, mas não consegue seu intento.
CONCLUSÃO:
1 - A situação carcerária da Espanha não é diferente de outros paíse, por exemplo, o Brasil;
2 - Juan Olivier e Elena estavam no lugar errado, na hora errada, com pessoas errada e por isso morreram;
3 - Malamadre e Juan Olivier duas vidas distintas, em universos diferentes, se cruzaram numa situação limite e nos mostraram exemplos de honestidade, justiça, lealdade e companheirismo.
4 - Direção do presídio e representandes do governo, são exemplos de corrupção, indiferença, descaso e falta de compromisso com o dever e com vidas humanas.
lunes, 17 de mayo de 2010
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ESqueceste de citar Armando.
ResponderEliminarZilda vc deveria ser escritora,parabéns!
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