miércoles, 24 de marzo de 2010

A GRIPE SUÍNA

Gripe H1N1: esse é o novo nome escolhido ontem pela Organização Mundial da Saúde para referir-se a gripe causada por esse vírus. A OMS rebatizou a doença para evitar a palavra e salvar o setor de carne suína de uma queda. Na Espanha, o Ministério da Saúde decidiu na quarta feira chamá-la "nova gripe", seguindo as recomendações da Comissão Européia. "Decidimos chamá-la nova gripe para não ter um efeito negativo sobre nossa indústria", disse na quarta feira o comissário de saúde da CE, Androulla Vassalou, lembrando que a carne de porco é segura quando está cizida.
A União Européia é o primeiro exportador mundial de carne suína, a Espanha é o quarto país do mundo, com três milhões de toneladas anuais, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, segundo a Associação de Indústria de carnes da Espanha. Este setor lembra que a gripe não tem a ver com o consumo da carne, diferente do que ocorreu nos casos da vaca loucaou a gripe aviária. A coordenadora da Organização de Agricultores e Pecuaristas aplaudiu a mudança do nome, considerando como já havia se manifestado sobre a injustiça do termo "gripe suína", porque ela não afeta os suínos, disse Miguel Padilla. Por agora os mercados ainda não foram afetados, pois as pessoas continuam comprando, como afirmou uma açougueira, de um posto de abastecimento. A situação, porém, pode mudas de um dias para o outro, pondera a profissional.
Na União Européia não há unanimidade sobre o nome da doença. Enquento a Comissão recomendava a mudança, a presidência da República Checa na UE convocou ontem os ministros da saúde para uma reunião, para tratar da "gripe Suína
Nem a França não seguiu até o momento o Conselho de Bruxelas e se refere à gripe como "a epidemia de infecção respiratória grave no Mexico", como "nova gripe, chamada suína". No México, o país mais afetado pela enfermidade, permanece a expressão "influenza suína".
Os Estdos Unidos foi o primeiro país a mencionar a doença como "gripe H1N1, para evitar a suposição de que o vírus é transmitido atravées da carne de porco. Sua poderosa indústria de carnes tem boas razões para isso. Alguns países têm tomado medidas para limitar a entrada de carne de porco, como China, Filipinas, Nicarágua e Egito, este último sacrificou milhares de animais em fazendas. Enquanto a FAO, menos drástica, recomendava, ontem manter o controle sobre os criatórios de porcos.
No entanto, renomear a gripe é em vão. O mal da doença da vaca louca, decoberto na Espanha em 1996, resultou em perdas de uns 10.000 milhões de pesetas mensais. Apesar da segurança que se oferecia nos mercados, o nome não ajudou.
Esse não é o primeiro debate produzido sobre o batismo de um vírus. Isolado em Madrid (Novo México), um hantavírus recebeu inicialmente o nome dessa localidade.
A imprensa sensacionalista disse que o "Madrid" passou oficialmente a chamar-se o "vírus sem nome".

Traduzido p/Zilda Oliveira e Alda Brito.

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